sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O que é Liderança ????



Há muitas definições de liderança. O dicionário Inglês Collins define liderança como "o líder de um partido ou grupo. " No entanto, a verdadeira liderança é muito mais do que isso. Um líder pode ser o CEO de um grande Corporação, ou um  empregado  que lidera sua equipe para o sucesso nos bastidores.

Um líder também pode ser simplesmente "determinado", através da autoridade pública e do poder, porém grandes líderes "brilham" através da inspiração, persuasão e conexões pessoais.

Então, o que é liderança? Uma ótima definição é:

"Liderança é a arte de conduzir os outros para criar deliberadamente um resultado
fez não teria acontecido de outra forma. "


Não é apenas a criação de resultados que define uma boa liderança. Bons líderes são capazes de criar deliberadamente resultados desafiadores, contando com a ajuda de outros. Eles não somente podem transformar empresas em falência em "Fortune 500 Organizações". Eles podem mudar culturas empresariais. 
A boa liderança é uma chave essencial para o sucesso corporativo.


As características de um bom líder - O que faz um bom líder? 

Aqui estão algumas de suas Características mais importantes - no meu ponto de vista:

Auto-consciência. 


Você tem que ter conhecimento íntimo do seu estado emocional interior. Você conhece seus pontos fortes e suas fraquezas. Sabe quando você está trabalhando em fluxo e sintonia e você sabe quando você está sob carregado. Você conhece a si mesmo, suas capacidades, incluindo
e suas limitações, o que permite a empurrar-se para o seu potencial máximo.


Auto-direção. 

Você é capaz de dirigir-se de forma eficaz e poderosa. Você sabe como fazer as coisas,
como organizar tarefas e como evitar a procrastinação. Você sabe como gerar energia para projetos,
para se acalmar quando irritado. Você pode tomar decisões rapidamente quando necessário, mas pode também pisar no freio para poder considerar e avaliar  todas as opções sobre a mesa.

Visão. 

Você está trabalhando em direção a um objetivo que é maior do que você. Poderia ser algo pequeno, como o sucesso da equipe, ou uma visão mais ampla, como a paz mundial. Trabalhar para uma visão é muito mais inspirador do que trabalhando para ganho pessoal.

Capacidade de motivar.  ( ou melhor: estimular)

Líderes não conduzem ao dizer às pessoas o que cada um tem que fazer. Em vez disso, os líderes estimulam as pessoas a querer ajudá-los. Uma parte fundamental disto é cultivar o seu próprio desejo de ajudar os outros. quando os outros irão sentir que você queria ajudar, eles por sua vez, querem ajudá-lo. ( Claro, existem exceções......)

Consciência Social. 

Compreender as "redes sociais" ( não estamos falando aqui do mundo virtual e sim do mundo real ) e os principais influenciadores na rede social é outra chave que faz parte da liderança. Quem na organização tem a maior influência, tanto oficial como extra-oficialmente? Quem "move"os corações do grupo?

Estas são algumas das características mais importantes de bons líderes.

Inteligência Emocional e Liderança.

A maioria dessas caraterísticas estão ligadas à inteligência emocional (QE). Líderes com alto QE são intrinsecamente mais consciente de si próprio.

Eles entendem os processos mentais e sabem como  dirigir-se. Eles estão mais em
contato com o que eles estão profundamente apaixonados. Eles naturalmente se preocupam mais com os outros e recebem mais compaixão em troca. Eles são socialmente mais em sintonia.

A liderança é mais frequentemente do que não sobre "soft skills" ao invés de hard skills. Sim, um líder que entende o que impulsiona a linha de fundo é valioso. No entanto, é o líder que pode levar os outros a darem o seu melhor que acaba por criar organizações vencedoras.

Qual é a sua opinião ?

Ficarei contente em ler os seus comentários !!!!

Um grande Abraço

Markus Hofrichter

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

A SÍNDROME DA AMNÉSIA GLÚTEO CORPORATIVA



No mundo de hoje, muito se tem falado sobre Síndrome... Tem síndrome pra descrever qualquer comportamento ou doença que se possa imaginar: do pânico, psicológicas, do glúten, cromossômicas, raras, comuns, da imunodeficiência, e por ai vai...
E quando os sintomas não são tão óbvios, ai aparecem nomes de pessoas associadas as tais síndrome: de Freeman, de Gilford, de Godenhard, de Holt-Oram, de kippel, de Laurance, de Robinow e por ai vai....
Os nomes são mais complexos que as síndromes então é por isso não encontrei nenhuma “Síndrome do Zé” ou “Síndrome do Mane”.... Mas o propósito desse texto e falar de uma síndrome que não e nova, mas que poucos conhecem, pois o “afetado” tem o poder de esconder as características e sintomas dela por anos a fio... Estou falando da SÍNDROME DA AMNÉSIA GLÚTEO CORPORATIVA!!!!
Essa síndrome ataca todos os níveis organizacionais desde o mais Junior profissional ate diretores, presidentes e CEOs. Não existe ainda um estudo preciso para se determinar em que nível organizacional a síndrome da amnésia glúteo corporativa tem maior incidência. Também não existem evidencias de que uma profissão e mais afetada que a outra.
Outras características dessa síndrome é que o “afetado” tenta ao máximo camuflar os sintomas negando-a sempre, ficando sempre “em cima do muro”. 
Alguns “afetados” usam subterfúgios interessantes, para esconder os sintomas da síndrome da amnésia glúteo corporativa, tais como ternos de marcas famosas, relógios e canetas caríssimos. Esse afetado também e conhecido como o “homem grife”. Outros se escondem nos computadores colocados propositalmente em locais pouco visíveis... Outros adoecem com frequência, ou vivem enterrando parentes... E há aqueles que vivem esbravejando pelos corredores das organizações, falando alto, humilhando os subordinados e parceiros como uma forma astuta de não deixar evidente que estão possuídos, já em estado irreversível, pela síndrome da amnésia corporativa.
Entretanto, apresentar, um dois, ou todos esses comportamentos não e garantia absoluta de que o infeliz este mesmo possuído, sem cura... Mas com certeza, cada um de nos no momento que leu sobre os sintomas da síndrome da amnésia glúteo corporativa, associou um colega a cada sintoma acima descrito.
Existem testes simples para se detectar os afetados e qualquer um pode aplicar esse teste, pois não tem contra indicações ao afetado. Existe sim uma contra indicação muito perigosa para quem esta aplicando o teste, principalmente se o afetado for seu superior hierárquico, e as consequências podem ser desastrosas, levando o coitado do aplicador à situação de desempregado em poucos minutos.
Por isso e que se recomenda cautela ao aplicar os testes abaixo... Na duvida observe e observe e observe... Em algum tempo, você poderá ter certeza se o infeliz esta mesmo afetado, e então tomar as ações necessárias para salvar-se... Isso mesmo salvar-se, pois o afetado precisara de cuidados especiais e intensivos e de alto custo, mas você poderá tomar ações imediatas, como pedir transferência, pedir demissão ou até mesmo, em caso extremo, sair correndo e nunca mais encarar o tal “afetado”.
O primeiro teste é pedir ajuda ou orientação a um colega, para execução de uma tarefa: se o colega embranquecer (alguns ficam verdes) ou disser que tem muito que fazer e não pode ajudar, grandes chances dela já estar “afetado”.
Experimente pedir uma opinião sobre um tema polemico, e isso serve para colega e superiores: se o colega embranquecer (alguns ficam verdes) ou disser que tem muito que fazer e não pode ajudar, ou dizer que prefere não opinar sobre chefe, políticas, conflitos, ou dizer que “isso não e com ele”, grandes chances dela já estar “afetado”.
Essa e para os chefes ou superiores em geral. Peca um feedback sobre algo que você fez, e que não deu certo. Se o chefe acabar com você, vomitar fel, ficar roxo de tanto gritar com a jugular dilatada, pode ter certeza que essa já atingiu um patamar da síndrome onde a reversão será dificílima.
Tente expor seu ponto de vista em uma reunião departamental com vários colegas e um ou dois chefes, principalmente quando seu ponto de vista diverge de algo que esta em discussão. E muito comum que metade dos participantes gritarem, vomitarem fel, e ficarem roxos de tanto gritar com a jugular dilatada, e a outra metade aproveite para ler o e-mail, mandar um “whatsApp” pro grupo de “Black Boc” que vai pra Av. Paulista na manifestação de hoje a noite, limpar a meleca do nariz, sair pro banheiro porque a feijoada do almoço começou a pesar. Nesse caso, a síndrome já se alastrou!
Como assim? Síndrome pega?
Essa pega... e pega feio !!!
Se esse e o caso, corre daí! Vai cuidar da sua saúde, da sua felicidade pessoal e profissional em outra empresa, antes que também seja “afetado” pela Síndrome da Amnésia Glúteo Corporativa.
Essa síndrome e também conhecida popularmente como a SINDROME DOS BUNDAS MOLE CORPORATIVO!
AFASTE-SE DELES, ANTES QUE SEJA TARDE!
A boa noticia é que a SÍNDROME DOS BUNDAS MOLE CORPORATIVO tem cura. Um bom processo de COACHING EXECUTIVO conduzirá o afetado e ate mesmo grupos inteiros, a se tornarem mais fortalecidos em sua autoconfiança, a se conhecerem melhor, terem mais confiança no seu respectivo “taco” demonstrando comportamentos assertivos e com maior velocidade nos processos de tomadas de decisão, eliminando as crenças limitadoras e o medo de fazer e realizar. Isso muda tudo no ambiente organizacional e tem impacto nos resultados.
E o mais interessante dessa síndrome, e que do mesmo jeito que ela contamina os subordinados, ou seja, um chefe “bunda mole” desenvolvera uma equipe de “bundas mole”, a cura também se espalha, ou seja, atitudes inovadoras, contributivas e colaborativas se disseminarão pela equipe, e o bando de Bundas Mole voltara a ser a melhor equipe de alta performance, com resultados surpreendentes.
  Se quiser saber mais sobre a Síndrome dos Bundas Mole Corporativos, ou se quiser saber se está sendo contaminado, ou ate mesmo em grau de “afetação” você encontra, procure um COACH EXECUTIVO PROFISSIONAL... Esse profissional poderá ajuda-lo a descobrir, e junto com você, desde que seja essa a sua vontade, poderá livra-lo definitivamente dessa síndrome.

Marco Antonio Folegatti

Consultor Organizacional e Sênior Executive Coach.



terça-feira, 5 de agosto de 2014

Você sabe "delegar" ????




Se você é um executivo, um gerente de varejo, ou uma dona de casa mãe, sendo capaz de delegar responsabilidades é uma habilidade crítica para aproveitar ao máximo a sua eficácia pessoal.

Delegar, no entanto, pode ser um pouco complicado - você tem que ser firme, mas confiante com a pessoa para qual você está delegando suas responsabilidades .

Este artigo irá ajudá-lo a superar qualquer ansiedade que você pode ter sobre a delegação, em seguida, levá-lo através do processo real de delegar trabalho com muito tato e respeito.


1. "Entrar no Clima"


  • Deixe o seu EGO do lado de fora


Um grande obstáculo mental na delegação é que 

"Se você quer algo bem feito, faça você mesmo". 


Você não é a única pessoa no mundo que pode fazer isso direito. Você pode ser a única pessoa que pode fazê-lo neste momento, mas se você tomar o tempo para treinar alguém, que provavelmente vai ser capaz de fazê-lo bem, também. Quem sabe - eles podem até fazê-lo mais rápido ou melhor do que você (surpresa!) e isso é algo que você precisa aceitar não só, mas convida. 

Pense logicamente e de forma realista - você pode fazer este trabalho sozinho? Você vai ter que trabalhar até a morte para equilibrar este trabalho e suas responsabilidades normais? Se assim for, provavelmente você deve estar preparado para delegar alguns de seus trabalhos. Não se sinta envergonhado ou incompetente, porque você precisa de ajuda com alguma coisa - você será realmente  um trabalhador mais eficaz, obtendo ajuda quando você precisar dele.


Pare de esperar para as pessoas a se voluntariar. ( Afinal, dia do voluntário é apenas 1 vez no ano )






Se você está relutante em delegar trabalho, você pode ter um caso menor de síndrome mártir - você provavelmente está sobrecarregado, e você muitas vezes  pergunta, por que as pessoas não e nunca oferecem ajuda. Seja honesto consigo mesmo - quando isso acontece, você transformá-los para baixo, apenas para ser educado? Você calmamente pergunta por que eles não insistem? Você acha que, se suas posições se inverteram, você provavelmente ajudá-los num piscar de olhos? Se você respondeu "sim", você precisa trabalhar em tomar o controle de sua situação. Obter a ajuda que você precisa - não espere que ela venha para você, porque não pode. 
Muitas pessoas são bastante alheio ao que os outros estão passando, e não há muito que você pode fazer para mudá-los. Deixe de lado qualquer frustração que possa ter sobre as pessoas não oferecer uma mão amiga; lembre-se que é em última análise o seu trabalho para comunicar suas necessidades.




Não visualize pedidos de ajuda de forma negativa. Muita gente está desconfortável com "pedir ajuda". Você pode sentir-se culpado, como se estivesse sobrecarregando os outros, ou vergonhoso, porque você acha que (por alguma razão)  você deveria ser capaz de lidar com tudo em seu próprio "terreno".  Você pode apenas sentir-se orgulhoso de sua luta, e vê-lo como prova de que você é um ser humano nobre (outra manifestação da síndrome do mártir). Se você vê pedir ajuda como uma forma de fraqueza, você precisa superar isso, ponto final. Na verdade, é o contrário: tentar fazer tudo sozinho é um sinal de fraqueza no sentido de que isso indica que você não tem uma visão realista de suas habilidades.



Aprenda a confiar nos outros. Se você tem medo de delegar, porque você não acha que qualquer um pode fazer tão bom de trabalho, como você pode, lembre-se de duas coisas: primeiro, que quase ninguém pode ficar bom em algo com bastante prática e, segundo, que você provavelmente está não aquele  universalmente talentoso que você pensa que é.

Quando você delega o trabalho, você não está apenas liberando tempo para si mesmo - você também está dando ao seu ajudante a oportunidade de praticar uma nova habilidade ou enfrentar um novo tipo de atribuição.

Seja paciente - com tempo suficiente, seu ajudante, provavelmente, será capaz de fazer o trabalho delegado tão bem quanto você poderia fazer. A menos que o trabalho que você pretende delegar é muito importante, ele provavelmente está tudo bem para o seu ajudante para aprender a fazer bem ao longo do tempo.

Se o trabalho é muito importante, pense duas vezes antes de delegar isso! 

Mesmo se você é o melhor em fazer o trabalho que você pretende delegar, perceba que a delegação de trabalho permite-lhe fazer outras coisas com o seu tempo. Se você é a melhor pessoa no escritório na tarefa relativamente monótona de montar unidades de disco rígido, mas você tem uma apresentação importante que você precisa se  preparar para tal, está ok de dar a tarefa a um estagiário. É muito melhor para você dar prioridade a uma tarefa difìcil e complexa - não se sinta mal sobre como delegar tarefas simples e repetitivas, quando você tem coisas mais importantes para fazer.

2. "Delegar com Eficiência"



  • Fazer a bola rolar



O primeiro passo é o mais difícil, mas é o mais crucial. Você tem que tomar o mergulho -  e pedir a alguém para ajudá-lo (ou, se você é o chefe, dizer a alguém para ajudá-lo.) Não se sinta mal por isso - contanto que você é educado, gentil e gracioso, você não está sendo rude simplesmente por perguntar (ou dizer) alguém para ajudar. Tente ser gentil e atencioso, mantendo simultaneamente a gravidade do seu pedido.

Se não tiver certeza de como, especificamente, você deve pedir a alguém para fazer algum trabalho para você, tente manter as coisas curto e doce. Diga algo como: "Ei, posso falar com você por um minuto? Eu queria saber se você poderia me ajudar a montar a grande pilha de discos rígidos que
acabamos de receber. Eu não posso fazer isso porque eu estou fora do escritório hoje . você pode me ajudar? "Não pressione seu ajudante, mas não se esqueça que ele / ela sabe a sua ajuda é necessária.

Peça e (provavelmente) vai receber. Não tenha medo de delegar, porque você pode ser visto como rude ou imponente. Olhe isto deste modo - como você se sente quando as pessoas lhe pedir para fazer alguma coisa? Você está magoado e ofendido? Ou você é (geralmente) perfeitamente disposto a ajudar? Provavelmente, o último!


Não leva recusas para o lado pessoal. Às vezes, as pessoas não vão ser capazes de ajudá-lo - é triste, mas é verdade. Isto pode ser por uma variedade de razões - a mais comum é que a pessoa que você pergunta já está muito ocupada com seu próprio trabalho. Não tome isso também pessoalmente - só porque alguém não pode (ou não) fazer alguma coisa para você no momento não significa que ele / ela te odeia. Geralmente apenas significa que o que ele / ela está ocupado ou preguiçoso - nada mais.

Se o seu "pedido" foi recusado, considera as suas opções - normalmente, você pode educadamente, mas com firmeza insistir que você realmente precisa desta pessoa para ajudar (que irá funcionar especialmente bem se você é um chefe ou alguém com autoridade), você pode tentar pedir a alguém outra coisa, ou você pode fazer o trabalho sozinho. Se você realmente precisa de ajuda, não tenha medo de experimentar opções.



Delegue o objetivo, e não o procedimento. 






Esta é a chave para não se tornar um pesadelo de um micro-gerente.

Definir normas claras para que tipo de resultados você está procurando, e mostrar a pessoa como você faz isso, mas dizer-lhes que eles podem fazê-lo da forma que quiserem, desde que é bem feito e é concluído a tempo.

Dê-lhes tempo suficiente não só para aprender, mas também para experimentar e inovar. Não treiná-los como um robô; treiná-los como um ser humano - alguém que pode se adaptar e melhorar.
Isso também é inteligente, pois poupa o seu tempo e os seus nervos. Você quer usar o tempo que você já liberou para fazer algo mais importante, não constantemente se preocupar como o seu ajudante está progredindo. Lembre-se, você delegou esse trabalho para que você estaria menos estressado - não mais.


Esteja preparado para treinar o seu ajudante. 






Você deve sempre reservar um pouco de tempo para ensinar seu ajudante como fazer a tarefa que você delegou a ele ou a ela, mesmo que seja bastante simples. Lembre-se que os processos que parecem simples para você podem não ser tão simples para alguém que nunca lidou com eles antes. Esteja pronto não só para passear com o ajudante através do trabalho que você delegou a ele ou ela, mas também para " o campo "com paciência as perguntas que ele / ela provavelmente vai ter.

Considere o tempo que você gasta treinando um ajudante para ser um sábio investimento de longo prazo. Ao passar um pouco de tempo ensinando o seu ajudante para fazer uma tarefa corretamente, você economiza tempo no futuro que poderia ter sido de outra forma gasto corrigindo seus erros.




Alocar os recursos necessários para completar a tarefa. 


Você pode ter os recursos disponíveis que são necessários para completar a tarefa, mas a pessoa dada a tarefa pode não ser capaz de acessá-los. Coisas como dados protegidos por senha, equipamentos especializados e ferramentas certas pode ser vital para a conclusão desta tarefa, por isso certifique-se de que seu ajudante tem tudo o que ele / ela precisa para ter sucesso.

Entender que o seu ajudante só pode fazer uma coisa de cada vez.




Quando seu ajudante está ajudando você, ele / ela não está fazendo as suas responsabilidades normais. Não se esqueça que, como você, o seu ajudante provavelmente tem uma agenda apertada. Pergunte a si mesmo - o trabalho que eles vão deixar por trás , a fim de completar a sua tarefa? Tenha certeza que você sabe a resposta para essa pergunta quando você delegar uma tarefa a alguém.

Seja paciente. 






A pessoa para quem você delega vai cometer erros enquanto ele / ela está aprendendo a fazer uma nova tarefa. É parte do processo de aprendizagem. Planeje para ele. Não delegue a tarefa supondo que a pessoa irá executar perfeitamente até que eles têm um histórico comprovado. Se um projeto não sai do jeito que você queria porque seu parceiro não era capaz de fazer uma completamente nova tarefa delegada a ele ou ela perfeitamente, a culpa é sua, não a dele. Ser um recurso para o seu ajudante e trabalho delegado pode ser uma experiência de aprendizado para ele ou ela, em vez de algo a temer.

Quando você treinar alguém para fazer alguma coisa, você está fazendo um investimento. Na primeira, ele vai ficar mais lento, mas, a longo prazo, ele vai aumentar a produtividade aos trancos e vinculado, porque que você se aproximou da coisa toda com uma atitude positiva e realista.




Esteja preparado para as dificuldades prováveis. 



Implemente planos de backup e estamos prontos para saltar, se as coisas derem errado. Saiba o que vai acontecer se um ponto de referência ou prazo não for cumprido. Obstáculos e desafios inesperados aparecem o tempo todo, se você está no trabalho ou em casa - até mesmo a tecnologia falha às vezes. Deixe o seu delegado confiar no fato de que, se alguma coisa acontece, você vai entender e ajudá-lo a cumprir esse prazo - não apenas jogá-lo sob o ônibus na primeira lufada de problemas.

Isso também é inteligente em um sentido egoísta - Se o seu delegado teme que ele / ela vai ser responsabilizado, muito mais tempo será gasto na cobertura de seu próprio traseiro do que em realmente completar a tarefa.

Reconhecer o seu ajudante quando é preciso.




Delegar tarefas para outra pessoa é necessário se você está a assumir cada vez mais responsabilidades. No entanto, é contraprodutivo quando você delega uma tarefa, deixar que o seu ajudante trabalha duro , e, em seguida, levar todo o crédito para si mesmo. Reconhecer e elogiar os esforços dos outros em seu nome.

Certifique-se de que sempre que você está complementada por um trabalho que você recebeu ajuda, você mencionar o seu ajudante pelo nome.


Diga "Obrigado." 


Quando alguém faz algo para você, é importante agradecer a ele ou ela, para que reconhecem a importância de sua ajuda, e deixar que o ajudante sabe que ele / ela é apreciada. Caso contrário, você vai parecer ingrato, mesmo se você não é. Lembre-se que as pessoas não podem ler sua mente. As pessoas estão mais propensos a oferecer para ajudar novamente se eles se sentem valorizados.
Seja gracioso. Um reconhecimento sincero simples como, "Eu não poderia ter feito isso sem vocês!" pode ir um longo caminho. Se o trabalho que essa pessoa fez por você foi substancial, você pode até querer comprar-lhe uma refeição, uma bebida, um cartão de agradecimento ou um pequeno presente.


Crie uma "lista de desejos" de tudo o que você gostaria de ter da outra pessoa. Não edite qualquer coisa em sua lista de desejos. Tenha tudo no papel e decide depois o que é e o que não é viável. Você vai se surpreender com a quantidade de coisas que você está fazendo a si mesmo que alguém pudesse ajudá-lo.



Não distribua tarefas desagradáveis ​​e finge que você está fazendo um favor.

Se não houver um verdadeiro benefício para eles, não finja que existe. Este é o melhor feito depois de completar uma ou mais tarefas como uma equipe. Ele irá permitir que você seja capaz de dizer honestamente: "Fulano, este é um trabalho qualquer, mas eu realmente preciso de sua ajuda", ou "Eu prometo que, se houver qualquer crédito positivo a ser tomadas a partir deste, eu vou ter certeza de obtê-lo, Fulana. Eu sei que não é uma grande tarefa, mas ela precisa ser feito, e eu sei que posso confiar em você para fazê-lo. "Há inúmeros trabalhos desagradáveis, ingratos que precisam ser feitas; a maneira de fazê-las é ter certeza de que, quando as atribuições estão disponíveis, você não se esqueça do seu bom ajudante.





segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Lean Manufacturing



Lean manufacturing, lean enterprise ", ou produção enxuta, muitas vezes," Lean, "
é uma prática de produção que considera as despesas dos recursos para qualquer outro objetivo que não a criação de valor para o cliente final a ser desperdício e, portanto, um alvo para a eliminação. 
Os conceitos ingleses lean production  e  lean manufacturing  se tornaram populares como produção esbelta no idioma alemão. Compreendemos os trabalhos de Womack/Jones/Roos nos quais o estudo MIT nos fabricantes automobilísticos japoneses constataram a organização de produção que existia nos EUA e Europa no período (dos anos 1980), como sendo a assim denominada produção com estoques intermediários (buffered production)

Partição do gerenciamento Lean

Womack/Jones/Roos descreveram mais do que um simples sistema de produção. Desta forma o conceito se transformou rapidamente em projetos como, por exemplo, administração esbelta („Lean Administration") ou manutenção esbelta („Lean Maintenance") assim como em empresas em que a produção não é identificada como de grandes séries ou produção de grandes volumes, foi ampliado e em seguida desenvolvido para gerenciamento esbelto  („Lean Management") [2]. Daqui para a frente entendemos uma filosofia de empresa em omitir (até o mínimo detalhe) todos os passos de trabalho desnecessários tanto na produção como na administração através de uma organização inteligente. Ela se baseia em alterações inovadoras da cadeia de adição de valor e os atores que a acompanham (como clientes, fornecedores, sindicatos, investidores, comunidades) e com um entendimento de parceria dos atores líderes e executantes (gerenciamento de funcionários).

Princípios da Lean Production
Na Lean Production trata-se de um pacote de princípios, em que os efeitos pleiteados se originam principalmente por sua interação. Por isso, é pouco sensato estabelecer alguns desses princípios e por quaisquer motivos não considerar os outros princípios. Geralmente deve ser considerado,
  • Reunir competência e responsabilidade,
  • Trabalhar em redes,
  • Evitar desperdícios e falhas,
  • Harmonizar os procedimentos e
  • Esforçar-se pela melhoria contínua (Kaizen, KVP).
Como consequências da produção esbelta podem ser observadas com frequência:
  • hierarquias planas,
  • maior responsabilidade e competência na „base",
  • concentração no essencial e com isso
  • desperdícios sensivelmente reduzidos,
  • melhor comunicação interna, com os clientes assim como com os fornecedores,
  • orientação do cliente assim como
  • comando intensivo pelo "princípio – Pull".
Fundamentalmente a Lean Production é apoiada em sete elementos
  1. Configuração técnica adequada: Enquanto a Volkswagen mostrou um casamento totalmente automático do „motor e carroçaria", demonstrou o aparafusamento automático das rodas e muitas outras uniões aparafusadas, ou a Ford que operava uma linha transfer (quase) totalmente automatizada para a montagem de transmissões, não foram encontradas comparativamente altas capacidades técnicas nas empresas automobilísticas japonesas de maior produtividade (e nesse meio tempo foram novamente suprimidas nessas empresas).  Um elemento é por isso uma técnica de automatização de menor complexidade com elevada segurança de processo e disponibilidade. Importantes são um monitoramento e comando automáticos do processo de fabricação mecânico assim como tempos reduzidos de preparação.
  2. Organização do trabalho com reduzida hierarquia: A transição para o trabalho em grupo com autonomia de peças. Grupos de trabalho independentes e com isso uma distribuição muito mais flexível de mão-de-obra, desenvolvimento de Jobrotation nas linhas de montagem, menos funcionários indiretos, concentração na adição de valor assim como manutenção rigorosa dos tempos de ciclos formam a espinha dorsal do projeto.
  3. Gerenciamento consequente da qualidade: O gerenciamento de qualidade que foi posteriormente desenvolvido para TQM como projeto independente coloca primordialmente um controle de falhas automático amplo. Ele é conjugado com o princípio de que nos produtos (intermediários) reconhecidos uma vez como falhos não devem mais ser realizadas operações nos mesmos. Falhas que ocorrem devem dentro da possibilidade ser eliminadas imediatamente e se for necessário a linha de produção deve ser paralisada sendo que essas falhas não devem ser eliminadas apenas no retrabalho. Para isso, é necessária uma pesquisa consequente em relação as causas, e não devemos nos dar por satisfeitos com esclarecimentos superficiais do tipo: „A pessoa estava distraída naquele instante!" sendo que as causas devem ser destacadas e eliminadas de forma rápida e insistente.
  4. Processo contínuo de melhorias: A relação para o gerenciamento de qualidade é imensa (vide também Kaizen e  KVP).
  5. Qualificação e motivação: Isto está acompanhado da organização do trabalho preferida do trabalho em grupo e KVP (vide também: estruturação do trabalho). Meta é a formação de funcionários multi-tarefas com possibilidades ampliadas de utilização com elevada qualificação técnica e acentuadas competências sociais, que são conduzidas menos por hierarquia e mais por obrigação, confiança e responsabilidade.
  6. Produção Just-in-time: vide ali.
  7. Adição de valor e orientação de processo: vide em detalhes no próximo capítulo.
Na tentativa de introduzir Lean Production foi frequentemente pesquisado de forma superficial. Os princípios foram considerados isoladamente um para o outro e somados. Que apresentaram frequentemente a seguinte noção: "Então está faltando apenas o trabalho em grupo" era o Boom da organização do trabalho nos anos 1990. Elementos individuais do projeto geral que ignoraram completamente as relações fortemente encadeadas, foram contudo de pouco sucesso.

Desperdício

A detecção e eliminação do desperdício é parte integrante central do pensamento Lean. No princípio japonês é considerada especificamente a consequência na execução da minimização do desperdício. Desperdício é tudo aquilo que diretamente não contribui para agregar valor.
Como desperdício são considerados todos os dispêndios para os quais o cliente não está disposto a pagar.
A partir disso resulta por si só uma concentração no processo de adição de valor e uma classificação no processo núcleo (produz um aproveitamento imediato do cliente), processo auxiliar (é essencial para o desenvolvimento do processo núcleo), processo cego (provoca dispêndio sem contribuir para o aproveitamento do cliente) e processo falho (aniquila o aproveitamento para o cliente que foi criado). Os dois últimos devem ser evitados, os dois primeiros devem ser organizados da melhor forma possível.
Para a produção de compensação em espécie são frequentemente identificadas e classificadas oito formas de desperdício:
  1. Superprodução: Todos os produtos, semi-manufaturados e capacidades que são gerados, sem que tenham sido solicitados pelos clientes. A maioria dos desperdícios seguintes são causados entre outros devido a superprodução.
  2. Estoques: Estoques como amortecedores de produção escondem pontos fracos, como superprodução, e vinculam o capital, áreas e produzem um dispêndio no manuseio que não pode ser aproveitado. No final não raramente deve ser dada baixa aos estoques e isto maquia no departamento financeiro uma capacidade ocorrida que não produz receita.
  3. Transporte: Transportes de material não trazem ao produto um aproveitamento imediato por parte do cliente. Processos de estocagem devem ser vistos na maioria das vezes como processos cegos.
  4. Tempo de espera: no término do estoque ou processos interrompidos, material faltante, meios de operação danificados ou inadequados etc. há a vinculação de recursos que não podem mais ser utilizados nesses períodos para agregar valores.
  5. Processos dispendiosos: Por insuficiente envolvimento da produção no processo de desenvolvimento, meios de operação inadequados e sistemas inadequados etc. os procedimentos via de regra, são de difícil controle. Isto provoca falhas diminui em geral a flexibilidade, conduz para processos falhos e tempos de espera improdutivos.
  6. Caminhos longos: Através de caminhos longos um procedimento fluente de produção pode ser perturbado.
  7. Falha: Produtos defeituosos significam dispêndio para sua correção (processos cegos) ou capacidades que são perdidas nos desperdícios (processos falhos). Além do que o processo que sofreu interferência deve ser reiniciado (processo cego).
  8. Potencial não utilizado: Todo o saber e conhecimento dos funcionários que não são utilizados no processo para melhorar o processo total é considerado, como desperdício (também denominado como „luxo de tipo especial").
Desta maneira é válido diferenciar entre desperdício evitável e desperdício inevitável. Muitos processos documentados são, por exemplo, muitas vezes inevitáveis (o que deve ser analisado com cuidado), mas sob pontos de vista ortodoxos são contudo, considerados como „desperdício". Desperdícios evitáveis devem ser consequentemente eliminados.
O Kaizen com suas técnicas 5S, SMED, Jidoka (também denominado automação), Poka-Yoke, Heikinka (também denominado nivelamento), Heijunka (também denominado produção esbelta) etc. foi desenvolvido de forma semelhante como o TQM como projeto independente do Lean Production System .

Orientação do processo

Uma mensagem núcleo na produção esbelta é processar continuamente o material desde o início do processo de produção até o término do produto. Isso significa que não ocorrem mais quantidades tampão (vide tipo de desperdício „superprodução") entre os passos do processo. A consequência imediata disso é um tempo de passagem muito mais curto com consequências benéficas referentes a flexibilidade, fidelidade de fornecimento e comprometimento do capital. Além do que, ocorre um aumento da produtividade por superfície e menos desperdício devido ao transporte de material, estoques etc. O estado ideal da linha de montagem contínua é o One-Piece-Flow

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domingo, 3 de agosto de 2014

TPM, uma Introdução ao Sistema de manutenção Total produtiva


O que é Manutenção Produtiva Total (TPM)?

Ela pode ser considerada a ciência médica das máquinas. Manutenção Produtiva Total (TPM) é um programa de manutenção que envolve um novo conceito para a manutenção de fábricas e equipamentos. O objetivo do programa TPM é aumentar consideravelmente a produção e, ao mesmo tempo, a moral dos funcionários e sua satisfação no trabalho.
O TPM coloca ênfase na manutenção como uma parte necessária e vitalmente importante dos negócios. Não é mais considerada uma atividade sem fins lucrativos. O tempo de parada para manutenção é agendado como parte da rotina de fabricação e, em alguns casos, como parte integrante do processo de fabricação. O objetivo é baixar ao mínimo as manutenções de emergência e não agendadas.

Por que TPM ?

O TPM foi introduzido para atingir os seguintes objetivos. Os mais importantes estão relacionados abaixo.
  • Evitar desperdícios em um ambiente econômico que está mudando rapidamente.
  • Produzir bens sem reduzir a qualidade do produto.
  • Reduzir custos.
  • Produzir uma pequena quantidade de lote o mais cedo possível.
  • Os bens enviados aos consumidores não podem conter defeitos.

Semelhanças e diferenças entre TQM e TPM:

O programa TPM é bastante semelhante ao popular programa Gestão de Qualidade Total (TQM). Muitas das ferramentas, como autonomia do funcionário, benchmarking, documentação, etc., usadas no TQM são usadas para implementar e otimizar o TPM. A seguir, as semelhanças entre os dois.
  1. Um compromisso total com o programa por parte da alta gerência é necessário em ambos os programas
  2. Os funcionários devem ter autonomia para iniciar uma ação corretiva, e
  3. Deve-se aceitar um panorama amplo, pois o TPM pode levar um ano ou mais para ser implementado, e é um processo contínuo. Deve haver também mudanças na mentalidade dos funcionários com relação a suas responsabilidades no trabalho.
As diferenças entre o TQM e o TPM são resumidas abaixo.
Categoria
TQM
TPM
Objeto
Qualidade (Resultado e efeitos)
Equipamentos (Entrada e causa)
Meios de atingir o objetivo
Sistematizar a gerência. Orientado por software.
Participação dos funcionários e orientado por hardware.
Meta
Qualidade para PPM
Eliminação de perdas e desperdícios.

Tipos de manutenção:

1. Manutenção por pane:

Significa que as pessoas esperam até que o equipamento apresente uma falha para repará-lo. Isso poderia ser usado quando a falha no equipamento não afeta significativamente a operação ou produção nem gera um prejuízo significativo além do custo de reparo.

2. Manutenção preventiva (1951):

Trata-se de manutenção diária (limpeza, inspeção, lubrificação e refixação), destinada a manter a condição saudável do equipamento e prevenir falhas por meio de detecção de deterioração, inspeção periódica ou condição do equipamento e diagnóstico, para medir a deterioração. Divide-se ainda em manutenção periódica e manutenção preditiva. Assim como a vida humana é estendida pela medicina preventiva, a vida útil dos equipamentos pode ser prolongada pela manutenção preventiva.

2a. Manutenção periódica (Manutenção baseada no tempo - TBM):

A manutenção baseada no tempo consiste em periodicamente inspecionar, reparar e limpar equipamentos e substituir peças para evitar falhas repentinas e problemas no processo.

2b. Manutenção preditiva:

Trata-se de um método no qual a vida útil de peças importantes é prevista com base em inspeção ou diagnóstico, a fim de usar as peças até o limite de sua vida útil. Comparada à manutenção periódica, a manutenção preditiva é uma  manutenção baseada em condição. Ela gerencia valores de tendências, medindo e analisando dados sobre deterioração, e emprega um sistema de vigilância, projetado para monitorar condições através de um sistema online.

3. Manutenção corretiva (1957):

Melhora equipamentos e seus componentes, de forma que a manutenção preventiva possa ser executada de forma confiável. Equipamentos com problemas de projeto devem ser reprojetados para melhorar a confiabilidade ou melhorar sua manutenção.

4. Manutenção preventiva (1960):

Indica o projeto de um novo equipamento. Os pontos fracos de máquinas atuais são intensamente estudados (informações do local que levam à prevenção de falhas, manutenção mais fácil e previnem defeitos, segurança e facilidade de fabricação) e são incorporados antes do comissionamento de um novo equipamento.

TPM - Histórico:

O TPM é um inovador conceito japonês. A origem do TPM pode ser remontada a 1951, quando a manutenção preventiva foi introduzida no Japão. Contudo, o conceito de manutenção preventiva foi tirado dos EUA. A Nippondenso foi a primeira empresa a introduzir a manutenção preventiva por toda a fábrica em 1960. Manutenção preventiva é o conceito pelo qual os operadores produzem bens usando máquinas e o grupo de manutenção fica encarregado de fazer a manutenção dessas máquinas, contudo, com a automação da Nippondenso, a manutenção se tornou um problema, pois mais funcionários de manutenção se tornaram necessários. Portanto a gerência decidiu que a manutenção rotineira dos equipamentos seria realizada pelos operadores. (Isso é manutenção Autônoma, uma das características do TPM). O grupo de manutenção ficava encarregado apenas dos trabalhos essenciais de manutenção.
Assim, a Nippondenso, que já adotava a manutenção preventiva, acrescentou também a manutenção Autônoma realizada pelos operadores de produção. A equipe de manutenção fazia as modificações dos equipamentos, para aumentar sua confiabilidade. As modificações eram feitas ou incorporadas nos novos equipamentos. Isso levou à prevenção de manutenção. Assim, a manutenção preventiva, juntamente com a prevenção de manutenção e a melhoria na manutenção, deram origem à Manutenção Produtiva.O objetivo da manutenção produtiva era maximizar a eficácia da fábrica e dos equipamentos, para atingir um custo ótimo de ciclo de vida para os equipamentos de produção.
Nesse ponto, a Nippondenso havia feito círculos de qualidade, envolvendo a participação dos funcionários. Assim, todos os funcionários participavam da implementação da Manutenção produtiva. Com base nesses desenvolvimentos, a Nippondenso recebeu o prêmio fábrica de destaque por desenvolver e implementar o TPM, pelo Instituto Japonês de Engenheiros de Fábrica(JIPE). Assim, a Nippondenso, do grupo Toyota, se tornou a primeira empresa a obter a certificação TPM.

Metas do TPM:

P
Obter no mínimo 80% OPE.
Obter no mínimo 90% OEE (Eficácia Geral dos Equipamentos)
Rodar as máquinas mesmo durante o almoço. (O almoço é para os operadores, não para as máquinas! )

Q
Operar de forma que não haja reclamações dos consumidores.

C
Reduzir os custos de manutenção em 30%.
D
Atingir 100% de sucesso na entrega dos bens conforme exigido pelo cliente.

S
Manter um ambiente de trabalho livre de acidentes.

M
Aumentar as sugestões por 3. Desenvolver trabalhadores flexíveis e com habilidades múltiplas.
Motivos do TPM
  1. Adoção de abordagem de ciclo de vida para melhorar o desempenho geral dos equipamentos de produção.
  2. Melhorar a produtividade com funcionários altamente motivados, o que se consegue por meio da ampliação do trabalho.
  3. Uso de atividades voluntárias em pequenos grupos para identificar a causa da falha e possíveis modificações na fábrica e nos equipamentos.
Exclusividades do TPM
A grande diferença entre o TPM e outros conceitos é que os operadores também são envolvidos no processo de manutenção. O conceito de "Eu (Operadores de produção) Opero, Você (Departamento de manutenção) Conserta" não é seguido.
Objetivos do TPM
  1. Atingir Zero Defeitos, Zero Panes e Zero Acidentes em todas as áreas funcionais da organização.
  2. Envolver pessoas em todos os níveis da organização.
  3. Formar diferentes equipes para reduzir defeitos e Automanutenção.
Benefícios diretos do TPM
  1. Aumentar a produtividade e OPE (Eficiência Geral da Fábrica) em 1,5 ou 2 vezes.
  2. Retificar as queixas de consumidores.
  3. Reduzir os custos de manutenção em 30%.
  4. Atender às necessidades dos clientes em 100 % (Entregando a quantidade certa no prazo certo, na qualidade exigida. )
  5. Reduzir acidentes.
  6. Seguir políticas de controle de poluição.
Benefícios indiretos do TPM
  1. Nível mais alto de confiança entre os funcionários.
  2. Manter o local de trabalho limpo, organizado e atraente.
  3. Mudança favorável na atitude dos operadores.
  4. Atingir metas por meio do trabalho em equipe.
  5. Emprego horizontal de um novo conceito em todas as áreas da organização.
  6. Compartilhar conhecimento e experiência.
  7. Os funcionários ficam com a sensação de serem os donos da máquina.

OEE (Eficiência Geral dos Equipamentos):

OEE = A x PE x Q
A - Disponibilidade da máquina. Disponibilidade é a proporção de tempo em que a máquina fica de fato disponível com relação ao tempo total em que ela deveria estar disponível.
A = ( MTBF - MTTR ) / MTBF.

MTBF - Tempo Médio Entre Falhas = ( Tempo Total de Operação) / Número de Falhas.
MTTR - Tempo Médio para Reparo.
PE - Eficiência de Desempenho. Medida por RE X SE.

Eficiência da taxa (RE) : Tempo médio de ciclo real é menor do que o tempo de ciclo projetado em função de obstruções, etc. A produção é reduzida em função de obstruções
Eficiência de velocidade (SE) : O tempo real de ciclo é menor do que tempo de ciclo projetado; a produção da máquina é reduzida, pois ela está trabalhando em velocidade reduzida.
Q - Refere-se à taxa de qualidade. Porcentagem de peças boas do total produzido, às vezes chamada de "rendimento".

Etapas da introdução do TPM em uma organização:

Etapa A - FASE PREPARATÓRIA:

ETAPA 1 - Anúncio pela Gerência a todos sobre a introdução do TPM na organização:

São necessários entendimento adequado, comprometimento e envolvimento ativo da alta gerência nesta etapa. A gerência sênior deve passar por programas de conscientização, e depois fazer o anúncio a todos. Publicar na revista interna e colocar no quadro de avisos. Enviar uma carta a todos os envolvidos, se necessário.

ETAPA 2 - Instrução inicial e publicidade do TPM:

Treinamentos devem ser conduzidos com base na necessidade. Alguns precisam de treinamento intensivo, e alguns, apenas de uma conscientização. Levar as pessoas relevantes para locais onde o TPM já foi implantado com sucesso.

ETAPA 3 - Formar comitês de TPM e departamentais:

O TPM inclui melhoria, manutenção autônoma, manutenção de qualidade, etc., como parte dele. Quando comitês são formados, eles devem cuidar de todas essas necessidades.

ETAPA 4 - Estabelecendo um sistema e meta de trabalho de TPM:

Agora cada área tem seu benchmark e pode definir metas a serem atingidas.

ETAPA 5 - Um plano mestre para institucionalização:

A próxima etapa é a implementação, que leva à institucionalização, através da qual o TPM se transforma em uma cultura organizacional. Atingir o prêmio PM é a prova de que um nível satisfatório foi atingido.

ETAPA B - ESTÁGIO DE INTRODUÇÃO

Trata-se de uma cerimônia, e deveríamos convidar a todos os fornecedores, para que eles saibam que queremos fornecer qualidade a eles. Empresas relacionadas e empresas afiliadas que possam ser nossos clientes, com preocupações semelhantes, etc. Algumas podem aprender conosco e algumas podem nos ajudar, e os clientes serão comunicados por nós de que nos importamos com uma produção de qualidade.

ETAPA C - IMPLEMENTAÇÃO

Nesse estágio oito atividades são conduzidas, que são chamadas os oito pilares no desenvolvimento da atividade TPM.
Destas, quatro atividades são para estabelecer o sistema para eficiência de produção, uma para sistema de controle inicial de novos produtos e equipamentos, uma para melhorar a eficiência de administração e duas são para controle de segurança e higiene no local de trabalho.

ETAPA D - ESTÁGIO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO

Com todas essas atividades, deve-se chegar a um estágio de maturidade. Agora é o momento de se inscrever para o prêmio PM. Pense também no nível de desafio ao qual você pode levar esse movimento.

Estrutura Organizacional para a Implementação do TPM:


ESTRUTURA DO TPM NO ÂMBITO DA FÁBRICA

TPM de Escritório - Responsável pelo TPM - Gerente da Fábrica

5 S - Manutenção Autônoma - Manutenção Planejada - Melhora Individual

Manutenção de Qualidade - Gestão Inicial de Equipamentos - Segurança - Treinamento para Desenvolvimento de Pessoas

Pilares do TPM


PILARES DO TPM

Manutenção Autônoma (Jishu Hozen)

Kobetsu Kaizen

Manutenção Planejada

Manutenção de Qualidade

Treinamento

TPM de Escritório

Saúde, Segurança e Meio Ambiente

PILAR 1 - 5S:

O TPM começa com os 5S. Os problemas não podem ser vistos com clareza quando o local de trabalho está desorganizado. Limpar e organizar o local de trabalho ajuda a equipe a revelar problemas. Tornar os problemas visíveis é o primeiro passo para melhoria.
Termo Japonês
Tradução para o português
Termo 'S' equivalente em inglês
Seiri
Organização
Sort ("Classificar")
Seiton
Arrumação
Systematise ("Sistematizar")
Seiso
Limpeza
Sweep ("Varrer")
Seiketsu
Padronização
Standardise ("Padronizar")
Shitsuke
Disciplina
Self-Discipline ("Autodisciplina")

SEIRI - Classificar:

Significa classificar e organizar os itens como críticos, importantes, frequentemente usados, inúteis ou itens que não são necessários a partir de agora. Itens indesejados podem ser guardados. Itens críticos devem ser mantidos próximos para uso, e itens que não serão usados no futuro próximo devem ser armazenados em algum lugar. Para essa etapa, o valor do item deve ser decidido com base na utilidade, não no custo. Como resultado dessa etapa, o tempo de busca fica reduzido.
Prioridade
Frequência de Uso
Como usar
Baixa
Menos de uma vez por ano, uma vez por ano<
Jogar fora, armazenar longe do local de trabalho
Média
A cada 2/6 meses, uma vez por mês, uma vez por semana
Armazenar próximo, mas fora do local de trabalho
Alta
Uma vez por dia
Armazenar no local de trabalho

SEITON - Organizar:

O conceito aqui é que "Cada item tem o seu lugar, e apenas um lugar". Os itens devem ser devolvidos ao mesmo lugar após o uso. Para identificar os itens facilmente, deve-se usar placas de nome e etiquetas coloridas. Prateleiras verticais podem ser usadas para essa finalidade, e itens pesados ocupam a posição inferior das prateleiras.

SEISO - Deixe o local de trabalho brilhando:

Isso envolve limpar o local de trabalho para deixá-lo livre de peças, graxa, óleo, lixo, sucatas, etc. Nenhum fio solto pendurado nas máquinas ou vazamento de óleo.

SEIKETSU - Padronização:

Os funcionários devem discutir em conjunto e decidir padrões para manter o local de trabalho/máquinas/passagens limpos e organizados. Esses padrões são implementados por toda a organização, e são testados/inspecionados aleatoriamente.

SHITSUKE - Autodisciplina:

Considerar os 5S como um meio de vida e trazer a autodisciplina para os funcionários da organização. Isso inclui usar crachás, seguir procedimentos de trabalho, pontualidade, dedicação à organização etc.

PILAR 2 - JISHU HOZEN (Manutenção autônoma):

Este pilar é voltado ao desenvolvimento de operadores para que eles sejam capazes de cuidar de pequenas tarefas de manutenção, liberando assim o pessoal especializado em manutenção para que gastem seu tempo em atividades e reparos técnicos de maior valor agregado. Os operadores são responsáveis por fazer a manutenção de seus equipamentos para evitar que deteriorem.

Política:

  1. Operação ininterrupta dos equipamentos.
  2. Operadores flexíveis para operar e fazer a manutenção de outros equipamentos.
  3. Eliminar os defeitos na fonte, através da participação ativa dos funcionários.
  4. Implementação em etapas de atividades JH.

Metas JISHU HOZEN:

  1. Prevenir a ocorrência de 1A / 1B em função de JH.
  2. Reduzir o consumo de óleo em 50%
  3. Reduzir o tempo de processo em 50%
  4. Aumentar o uso de JH em 50%

Etapas em JISHU HOZEN:

  1. Preparação de funcionários.
  2. Limpeza inicial das máquinas.
  3. Adoção de contramedidas
  4. Definir padrões JH experimentais
  5. Inspeção geral
  6. Inspeção autônoma
  7. Padronização e
  8. Gestão autônoma.
Cada uma das etapas mencionadas acima é discutida em detalhes abaixo.
  1. Treinar os Funcionários: Educar os funcionários sobre o TPM, suas vantagens, as vantagens JH e etapas em JH. Educar os funcionários sobre anormalidades em equipamentos.
  2. Limpeza inicial das máquinas:
    • Supervisor e técnico devem discutir e definir uma data para implementar a etapa 1
    • Dispor todos os itens necessários para a limpeza
    • Na data programada, os funcionários devem limpar os equipamentos completamente com a ajuda do departamento de manutenção.
    • Pó, manchas, óleos e graxa devem ser removidos.
    • A seguir os itens que precisam ser observados durante a limpeza. Vazamento de óleo, fios soltos, porcas e parafusos que não estejam firmes e peças desgastadas.
    • Após a limpeza os problemas são categorizados e adequadamente etiquetados. Etiquetas brancas são colocadas nos problemas que podem ser resolvidos pelos operadores. Etiquetas rosas são colocadas onde é necessário o auxílio do departamento de manutenção.
    • O conteúdo das etiquetas é transferido para um registro.
    • Anotar áreas que estavam inacessíveis.
    • Por fim, fechar as partes abertas e ativar a máquina.
  3. Contramedidas:
    • Regiões inacessíveis precisam ser alcançadas facilmente. Por ex., se houver muitos parafusos para abrir uma porta volante, pode-se usar uma porta com dobradiças. Em vez de abrir uma porta para inspecionar a máquina, pode usar lâminas acrílicas.
    • Para prevenir o desgaste das máquinas as ações necessárias devem ser tomadas.
    • As partes das máquinas devem ser modificas para evitar o acúmulo de sujeira e pó.
  4. Padrão Experimental:
    • O cronograma JH deve ser feito e rigorosamente seguido.
    • Deve-se fazer um cronograma de limpeza, inspeção e lubrificação, que também deve incluir detalhes como quando, o que e como.
  5. Inspeção Geral: 
    • Os funcionários são treinados em disciplinas como Pneumática, elétrica, hidráulica, lubrificação e resfriamento, acionamentos, parafusos, porcas e Segurança.
    • Isso é necessário para melhorar as habilidades técnicas de funcionários e usar os manuais de inspeção corretamente.
    • Após adquirir esse novo conhecimento os funcionários devem compartilhá-lo com outros.
    • Ao adquirir esse novo conhecimento técnico, os operadores ficam bem conscientes sobre as partes das máquinas.
  6. Inspeção autônoma: 
    • Novos métodos e limpeza e lubrificação são usados.
    • Cada funcionário prepara seu próprio gráfico/cronograma autônomo  em consultoria com um supervisor.
    • Peças que nunca deram problema ou peças que não precisam de inspeção são removidas da lista permanentemente com base na experiência.
    • Incluindo partes de máquinas de boa qualidade. Isso evita defeitos em função de um JH inadequado.
    • As inspeções feitas na manutenção preventiva são incluídas no JH.
    • A frequência de limpeza e inspeção é reduzida com base na experiência.
  7. Padronização:
    • Até a base anterior apenas onde estava a concentração das máquinas/equipamentos. Contudo, nessa etapa os arredores das máquinas são organizados. Itens necessários devem ser organizados, para que não haja buscas e o tempo de busca seja reduzido.
    • O ambiente de trabalho é modificado de forma que não haja dificuldade para encontrá-los.
    • Todos devem seguir as instruções de trabalho rigorosamente.
    • Peças de reposição necessárias para equipamentos são planejadas e adquiridas.
  8. Gestão autônoma:
    • OEE e OPE e outras metas do TPM devem ser atingidas por melhorias contínuas através do Kaizen.
    • O ciclo PDCA (Planejar, Fazer, Verificar e Agir) deve ser implementado para Kaizen.

PILAR 3 - KAIZEN:

"Kai" significa mudança, e "Zen" significa bom (para melhor). Basicamente kaizen é para pequenas melhorias, mas realizadas de forma contínua e envolvendo todas as pessoas da organização. Kaizen se opõe a grandes inovações espetaculares. Kaizen exige pouco ou nenhum investimento. O princípio por trás é que "um número muito grande de pequenas melhorias é mais eficaz em um ambiente organizacional do que poucas melhorias de grande valor. Este pilar tem o objetivo de reduzir perdas no local de trabalho que afetem nossas eficiências. Ao usarmos um procedimento detalhado e minucioso eliminamos perdas em um método sistemático, usando várias ferramentas Kaizen. Essas atividades não se limitam a áreas de produção, e podem ser implementadas também em áreas administrativas.

Política Kaizen:

  1. Pratique conceitos de perdas zero em todas as esferas de atividade.
  2. Busque continuamente atingir metas de redução de custos em todos os recursos
  3. Busque continuamente melhorar a eficácia geral da fábrica e de equipamentos.
  4. O uso intensivo de análises PM como uma ferramenta para eliminar perdas.
  5. Foco em tratamento fácil de operadores.

Meta Kaizen:

Atingir e sustentar zero perdas no que se refere a pequenas paradas, medições e ajustes, defeitos e tempos de parada inevitáveis. Também tem o objetivo de atingir 30% de redução nos custos de fabricação.

Ferramentas usadas no Kaizen:

  1. Análise PM
  2. Análise "Why - Why"
  3. Resumo de perdas
  4. Registro Kaizen
  5. Ficha de resumo Kaizen.
O objetivo do TPM é maximizar a eficácia dos equipamentos. O TPM visa a maximizar a utilização de máquinas e não simplesmente a disponibilidade das máquinas. Como um dos pilares das atividades de TPM, o Kaizen busca eficiência de equipamentos, utilização de operadores, materiais e energia, isto é, os extremos da produtividade, e busca atingir efeitos substanciais. As atividades Kaizen tentam eliminar completamente 16 grandes perdas.

16 grandes perdas em uma organização:

Perda

Categoria

  1. Perdas por falha - perda por pane
  2. Perdas por configuração/ajuste
  3. Perdas por lâmina cortante
  4. Perda por ativação
  5. Perdas por pequenas paradas/tempo ocioso.
  6. Perdas por velocidade - operação em baixa velocidade.
  7. Perda por defeitos/retrabalho
  8. Perda por parada agendada
Perdas que impedem a eficiência dos equipamentos
  1. Perda de gerência
  2. Perda de movimento operacional
  3. Perda de organização de linha
  4. Perda logística
  5. Perda por medição e ajuste
Perdas que impedem a eficiência do trabalho humano
  1. Perda de energia
  2. Perda por quebra de ferramenta, moldes e gabaritos
  3. Perda de rendimento.
Perdas que evitam o uso eficaz de recursos de produção

Classificação de perdas:

Aspecto

Perda Esporádica

Perda Crônica

Causas
As causas da falha podem ser facilmente rastreadas. Uma relação causa-efeito é simples de rastrear.
Essa perda não pode ser facilmente identificada e resolvida. Mesmo que várias contramedidas sejam aplicadas
Remédio
Fácil estabelecer uma medida remediadora
Esse tipo de perda é causado em função de defeitos ocultos em máquinas, equipamentos e métodos.
Impacto / Perda
Uma única perda pode ser dispendiosa
Uma única causa é raro - uma combinação de causas tende a ser a regra
Frequência de ocorrência
A frequência de ocorrência é baixa e ocasional.
A frequência de perda é maior.
Ação corretiva
Normalmente o pessoal de linha na produção pode resolver este problema.
Especialistas em engenharia de processo, garantia de qualidade e pessoal de manutenção são necessários.

PILAR 4 - MANUTENÇÃO PLANEJADA:

Seu objetivo é obter máquinas e equipamentos sem problemas, produzindo produtos livres de defeitos, para total satisfação do cliente. Isso desmembra a manutenção em 4 "famílias" ou grupos, conforme definimos anteriormente.
  1. Manutenção Preventiva
  2. Manutenção por Pane
  3. Manutenção Corretiva
  4. Prevenção de Manutenção
Com a Manutenção Planejada evoluímos nossos esforços de um método reativo para um método proativo e usamos equipes de manutenção treinadas para ajudar a treinar os operadores a melhor manter seus equipamentos.

Política:

  1. Atingir e sustentar a disponibilidade de máquinas
  2. Custo de manutenção ótimo.
  3. Reduz o estoque de peças de reposição.
  4. Melhora a confiabilidade e a manutenção das máquinas.

Meta:

  1. Zero falhas e panes em equipamentos.
  2. Melhora a confiabilidade e manutenção em 50%
  3. Reduz os custos de manutenção em 20%
  4. Garante a disponibilidade integral de peças de reposição.

Seis etapas na manutenção Planejada:

  1. Avaliação de equipamentos e registro do status atual.
  2. Restaurar deterioração e melhorar pontos fracos.
  3. Construir um sistema de gestão de informação.
  4. Preparar um sistema de informação baseado no tempo, selecionar equipamentos, peças e membros e mapear um plano.
  5. Preparar um sistema de manutenção preditiva, introduzindo técnicas de diagnóstico de equipamentos e
  6. Avaliação da manutenção planejada.

PILAR 5 - MANUTENÇÃO DE QUALIDADE:

Seu objetivo é a satisfação do cliente através da mais alta qualidade, por meio de uma fabricação livre de defeitos. O foco é na eliminação de não-conformidades de forma sistemática, muito parecido com Melhoria Focada. Ganhamos entendimento de quais peças do equipamento afetam a qualidade do produto e começamos a eliminar preocupações atuais de qualidade, e então passamos para preocupações de qualidade em potencial. A transição é de reativo para proativo (Controle de Qualidade para Garantia da Qualidade).
As atividades de QM são configurar condições de equipamentos que impeçam defeitos de qualidade, com base no conceito básico de se manter equipamentos perfeitos para se manter a qualidade perfeita dos produtos. As condições são verificadas e medidas em séries de tempo para ver se os valores medidos estão dentro dos padrões para evitar defeitos. A transição de valores medidos é observada para se prever possibilidades de ocorrência de defeitos e tomar contramedidas de antemão.

Política:

  1. Condições e controle de equipamentos livres de defeitos.
  2. Atividades QM para apoiar garantia da qualidade.
  3. Foco de prevenção dos defeitos na fonte
  4. Foco em poka-yoke. (sistema à prova de falhas)
  5. Detecção e segregação de defeitos inline.
  6. Implementação eficaz de garantia de qualidade do operador.

Meta:

  1. Atingir e sustentar reclamações de clientes em zero
  2. Reduzir defeitos em processo em 50%
  3. Reduzir custo de qualidade em 50%.

Exigências de dados:

Os defeitos de qualidade são classificados como defeitos ao consumidor final e defeitos internos. Para dados do consumidor final, temos de obter dados sobre
  1. Rejeição final do cliente
  2. Queixas de campo.
Para defeitos internos, os dados incluem dados relacionados a produtos e a processos

Dados relacionados a produto:

  1. Defeitos de produto
  2. Severidade do defeito e sua contribuição - grande/pequena
  3. Localização do defeito no que se refere a layout
  4. Magnitude e frequência de ocorrência em cada estágio de medição
  5. Tendência de ocorrência no início e no fim de cada produção/processo/mudança. (assim como mudança de padrão, revestimento de cadinho/forno etc.)
  6. Tendência de ocorrência no que se refere a restauração de panes/modificações/substituição periódica de componentes de qualidade.

Dados relacionados a processos:

  1. A condição operacional para subprocessos individuais relacionados a homens, métodos, materiais e máquinas.
  2. As configurações/condições padrão do subprocesso
  3. O registro atual das configurações/condições durante a ocorrência do defeito.

PILAR 6 - TREINAMENTO:

Seu objetivo é ter funcionários reciclados com habilidades múltiplas cuja motivação seja alta e que tenham vontade de vir trabalhar e realizar todas as tarefas necessárias de forma eficaz e independente. Os operadores recebem treinamento para atualizar suas habilidades. Não basta apenas "saber como", é preciso aprender o "saber por quê". Com a experiência eles ganham "Know-How" para superar um problema. Mas fazem isso sem saber a causa-raiz do problema e por que estão fazendo aquilo. Daí é necessário treiná-los sobre os motivos, ou "Know-why". Os funcionários devem ser treinados para atingir as quatro fases de habilidade. O objetivo é criar uma fábrica cheia de especialistas. As diferentes fases de habilidades são
Fase 1: Não sabe.
Fase 2: Sabe a teoria mas não sabe fazer.
Fase 3: Sabe fazer mas não sabe ensinar
Fase 4: Sabe fazer e também ensinar.

Política:

  1. Foco na melhoria de conhecimento, habilidades e técnicas.
  2. Criação de um ambiente de treinamento para autoaprendizado com base em necessidades sentidas.
  3. Agenda/ferramentas/avaliação de treinamento etc levam à reciclagem do funcionário
  4. Treinamento para acabar com a fadiga dos funcionários e tornar o trabalho agradável.

Meta:

  1. Atingir e sustentar o tempo de parada em função da necessidade de mão de obra em zero em máquinas críticas.
  2. Atingir e sustentar perdas zero em função da falta de conhecimento/habilidades/técnicas
  3. Obter 100% de participação no esquema de sugestões.

Etapas de Orientação e atividades de treinamento:

  1. Definição de políticas e prioridades e verificação do status atual de orientação e treinamento.
  2. Estabelecimento de um sistema de treinamento para atualização de habilidade de operação e manutenção.
  3. Treinamento dos funcionários para atualizar as habilidades de operação e manutenção.
  4. Preparação de calendário de treinamento.
  5. Kick-off do sistema para treinamento.
  6. Avaliação de atividades e estudo de abordagens futuras.

PILAR 7 - TPM DE ESCRITÓRIO:

O TPM de Escritório deve ser iniciado após a ativação dos outro quatro pilares do TPM (JH, KK, QM, PM). O TPM do Escritório deve ser seguido para melhorar a produtividade, a eficiência nas funções administrativas e identificar e eliminar perdas. Isso inclui analisar processos e procedimentos para aumentar a automação em escritórios. O TPM de Escritório aborda doze perdas importantes. Essas perdas são
  1. Perda de processamento
  2. Perdas de custo, incluindo em áreas como compras, contas, marketing, vendas, levando a estoques maiores
  3. Perda de comunicação
  4. Perda por ociosidade
  5. Perda de configuração
  6. Perda de precisão
  7. Pane em equipamentos de escritório
  8. Pane em canal de comunicação, linhas telefônicas e de fax
  9. Tempo gasto para recuperar informações
  10. Não disponibilidade de status de estoque online correto
  11. Reclamações de clientes em função de logística
  12. Despesas com despachos/compras de emergência

Como iniciar o TPM de escritório?

Um funcionário sênior de uma das funções de suporte, p. ex., Chefe de Finanças, MIS, Compras, etc deve liderar o subcomitê. Membros representando todas as funções de suporte e funcionários de Produção e Qualidade devem ser incluídos no subcomitê. O TPM coordena planos e guia o subcomitê.
  1. Fornecendo conscientização sobre o TPM de escritório a todos os departamentos de suporte
  2. Ajudando-os a identificar P, Q, C, D, S, M em cada função com relação ao desempenho da fábrica
  3. Identificando o escopo para melhoria em cada função
  4. Coletando dados relevantes
  5. Ajudando-os a resolver problemas em seus círculos
  6. Organizando um quadro de atividades no qual o progresso é monitorado em ambos os lados - resultados e ações juntamente com Kaizens.
  7. Ampliando o leque para cobrir todos os funcionários e círculos em todas as funções.

Tópicos Kobetsu Kaizen para TPM de Escritório:

  • Redução de estoque
  • Redução do lead time de processos críticos
  • Perdas de movimento e espaço
  • Redução no tempo de recuperação.
  • Equalização da carga de trabalho
  • Melhoria da eficiência do escritório, eliminando a perda de tempo na recuperação de informações, atingindo zero panes em equipamentos de escritório, como linhas de telefone e fax.

TPM de Escritório e seus Benefícios:

  1. Envolvimento de todas as pessoas nas funções de apoio, para foco em melhor desempenho da fábrica
  2. Área de trabalho mais bem utilizada
  3. Redução no trabalho repetitivo
  4. Redução nos níveis de estoque em todas as peças da cadeia de suprimentos
  5. Redução nos custos administrativos
  6. Redução no custo de inatividade de estoque
  7. Redução no número de arquivos
  8. Redução de custos indiretos (para incluir o custo de equipamentos de não produção/não capital)
  9. Produtividade de pessoas nas funções de apoio
  10. Redução nas panes em equipamentos de escritório
  11. Redução nas queixas de clientes em função de logística
  12. Redução nas despesas em função de despachos/compras de emergência
  13. Redução na mão de obra
  14. Ambiente de trabalho limpo e agradável.

P Q C D S M no TPM de Escritório:

P - Perda na produção em função de necessidade de material, produtividade da mão de obra, perda na produção em função de necessidade de ferramentas.
Q - Erros na preparação de cheques, faturas, notas fiscais, folha de pagamento, devoluções/garantias do cliente atribuíveis a BOPs, rejeição/retrabalho de BOPs/job, retrabalho na área de escritório.
C - Custo de compra/unidade produzida, custo de logística - entrada/saída, custo de inatividade de estoque, custo de comunicação, custos de demora no porto.
D - Perdas por logística (atraso no carregamento/descarregamento)
  • Atraso na entrega em função de alguma das funções de apoio
  • Atraso no pagamento a fornecedores
  • Atraso nas informações
S - Segurança em manuseio de materiais/lojas/logística, segurança de dados rígidos e flexíveis.
M - Número de kaizens em áreas de escritório.

Como o TPM de escritório apoia o TPM de fábrica:

O TPM de Escritório apoia a fábrica inicialmente fazendo o Jishu Hozen das máquinas (após receber treinamento de Jishu Hozen), já que o Jishu Hozen nas
  1. máquinas em estágio inicial é maior e a mão de obra é menor, então pode-se obter ajuda de departamento comerciais, para isso
  2. O TPM de Escritório pode eliminar os depósitos em linha para materiais e logística.

Extensão do TPM de escritório para fornecedores e distribuidores:

Isso é essencial, mas apenas depois que fizemos tudo o possível internamente. Com fornecedores, isso levará à entrega no prazo, melhor qualidade de 'entrada' e redução de custo. Com distribuidores, levará a geração de demanda precisa, melhor distribuição secundária e redução nos danos durante armazenamento e manuseio. De qualquer forma, teremos de ensiná-los com base em nossa experiência e destacar lacunas no sistema que afetem ambos os lados. Em algumas empresas maiores, eles começaram a apoiar grupos de fornecedores.

PILAR 8 - SEGURANÇA, SAÚDE E MEIO AMBIENTE:

Meta:

  1. Zero acidentes,
  2. Zero danos à saúde
  3. Zero incêndios.
Nessa área, o foco é criar um ambiente de trabalho seguro e uma área circundante que não seja danificada por nossos processos ou procedimentos. Este pilar terá um papel ativo em cada um dos outros pilares em base regular.
Um comitê é constituído para este pilar, envolvendo representantes de executivos, além de operários. O comitê é liderado pelo vice-presidente sênior (técnico). É dado o máximo de importância para a Segurança da fábrica. O gerente (segurança) supervisiona as funções relacionadas a segurança. Para criar a conscientização entre os funcionários, várias competições, como slogans, Quiz, Encenações, Pôsteres, etc. relacionadas a segurança podem ser organizadas em intervalos regulares.

Conclusão:

Atualmente, com a concorrência na indústria em um nível sem precedentes, o TPM pode ser a única coisa que separa o sucesso do fracasso total de algumas empresas. Ele demonstrou ser um programa que funciona. Ele pode ser adaptado para funcionar não apenas em fábricas industriais, mas também em construção, manutenção de edifícios, transporte, e em uma variedade de outras situações. Os funcionários devem ser treinados e convencidos de que o TPM não é apenas outro "programa do mês" e que a gerência está totalmente comprometida com o programa e com o prazo prolongado necessário para a implementação completa. Se todos os envolvidos em um programa TPM fizerem a sua parte, pode-se esperar uma taxa de retorno excepcionalmente alta aos recursos investidos.

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